Caso Clínico: OSTEOPATIA NO PACIENTE AGUDO

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A maioria dos pacientes não sabem qual a melhor opção quando se tem um sintoma musculoesquelético agudo, muitos procuram os prontos socorros e acabam sendo medicados e orientados a ficar em repouso.

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Hoje em dia já é confirmado que para dor lombar por exemplo, o repouso não é uma alternativa de tratamento. Mas então, o que fazer?

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Muitas coisas podem ser feitas, muitas alternativas de tratamento são válidas, desde que prescritas pelos profissionais competentes.

A osteopatia é uma alternativa muito boa para o paciente agudo, pois podemos atingir e modificar o local da dor sem ao menos tocá-lo, o que traz conforto e segurança para o paciente. Outro ponto forte é o fato de conseguirmos trabalhar no corpo como um todo, dessa forma harmonizando e fazendo com que o paciente se sinta mais confortável.

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CASO CLÍNICO

Paciente mulher de 50 anos, chega para atendimento com queixa de dores intensas na coluna e também dores articulares no joelho esquerdo. Grande redução de mobilidade da coluna com postura antálgica homolateral à dor.

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Na anamnese não foi encontrado nenhum indício de causa mecânica, pois não houveram episódios de choques ou movimentos bruscos.

A ausculta levou a um ponto de tensão na região uterina e de ovário esquerdo, quando questionada a paciente relatou uma histerectomia há dez anos. Associado a isso, a paciente relatou ainda que seu membro inferior esquerdo fica sempre edemaciado e com sensação de cansaço, dessa forma, podemos considerar uma disfunção congestiva da região pélvica.

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Durante a avaliação palpatória das estruturas, foi evidenciado disfunções da região toracolombar e sacral, bem como bloqueios sacroilíacos, de tíbia e tálus. Todas essas estruturas estão conectadas aos sintomas e ao achado da ausculta, pelas relações anatômicas diretas e as relações através do sistema nervoso autônomo.

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Além disso, a paciente apresentava ainda espasmo de quadrado lombar, ilipsoas e diafragma.

Como tratamento foram utilizadas técnicas para o ligamento redondo e mobilização da região uterina. Manipulação toracolombar, sacroilíaca, tálus e de tíbia. Liberação miofascial de ilipsoas, quadrado lombar e diafragma.

Como foi notado questões emocionais envolvidas no caso, foi realizado um trabalho sobre o crânio com liberação de temporal esquerdo, forame jugular e torácica e cervicais altas para melhor vascularização do SNC.

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Após o atendimento a paciente relatou grande melhora dos sintomas citados, com melhora da postura antálgica adotada anteriormente.

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